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16 de julho de 2015

Cuidados continuados é alternativa para desafogar hospitais de urgência e emergência

Cuidados continuados é alternativa para desafogar hospitais de urgência e emergência

O novo modelo de atendimento implantado no Hospital da Caridade Dona Darcy Vargas, em Rebouças, centro-sul do estado, vem trazendo excelentes resultados, tanto para os pacientes, quanto para a rede pública de saúde. Em nove meses de funcionamento, o serviço tem alto índice de aprovação dos usuários e ainda se mostrou uma alternativa para desocupar leitos de internamento em hospitais de alta complexidade.


A experiência, pioneira no Sul do país, transformou uma ala do hospital na primeira unidade paranaense especializada em cuidados continuados integrados. O espaço oferece assistência multidisciplinar a pacientes que necessitam de reabilitação após uma situação aguda, por conta de um acidente vascular cerebral (AVC) ou um acidente de trânsito, por exemplo.



De acordo com o diretor da 4ª Regional de Saúde, João de Almeida Júnior, a abertura da unidade em Rebouças permitiu que fosse adotado um novo conceito de atendimento, criando uma rede de cuidados continuados integrados na região de Irati e Ponta Grossa. "Hoje, outros cinco hospitais de referência em urgência e emergência participam do projeto. Eles criaram equipes de gestão de alta, responsáveis por avaliar o quadro clínico do paciente e encaminhá-lo para a melhor forma de dar continuidade ao tratamento após a alta hospitalar".



Com a implantação dos cuidados continuados, preencheu-se uma lacuna na linha de cuidado dos pacientes. Atualmente, estima-se que 40% dos leitos de urgência e emergência estejam ocupados por casos que poderiam ser acompanhados em serviços de menor complexidade, como unidades de saúde ou até mesmo a unidade de Rebouças.



"Nossa intenção é expandir o projeto para todo o Estado, implantando uma unidade de cuidados continuados em cada uma das 22 regiões de saúde. Desta forma, vamos desafogar os hospitais de urgência e dar uma atenção especializada a este novo perfil de paciente", destacou o superintendente de Gestão de Sistemas de Saúde, Paulo Almeida, responsável pela condução do projeto na Secretaria Estadual da Saúde.



De novembro até agora, 23 pacientes já passaram pelo serviço de Rebouças. A maioria apresentava dificuldade de locomoção e perda de autonomia funcional temporária. Um deles foi o aposentado Eugênio S K, de 56 anos, que havia sofrido um acidente vascular cerebral.



Após o tratamento da fase aguda, na Santa Casa de Irati, o idoso foi encaminhado à Rebouças e recebeu toda a assistência clínica, física e psicológica para se reabilitar. Em 46 dias de internamento, seu Eugênio foi para casa recuperado, com mais autonomia e sua família também foi capacitada para lidar com as novas necessidades do aposentado.



O trabalho desenvolvido em Rebouças faz parte de um projeto-piloto do Governo do Paraná, em parceria com o Ministério da Saúde, para ampliar a oferta de serviços especializados na área de atendimento às condições crônicas e reabilitação. Com a consultoria do Hospital Samaritano (SP) e do Centro de Estudos Augusto Ayrosa Galvão (Cealag), o projeto foi inspirado no modelo de adotado em sistemas de saúde da Catalunha (Espanha) e Portugal.



Nesta semana, gestores e profissionais de saúde envolvidos no projeto fizeram uma reunião de avaliação destes primeiros nove meses de atividades. O encontro, realizado em Mallet, marcou o encerramento do convênio de consultoria com o Hospital Samaritano.



Segundo o superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Samaritano, Luiz Maria Ramos Filho, o desafio atual é tornar o projeto uma política pública. "É uma proposta que não demanda grande estrutura ou equipe altamente especializada. A mudança é no cuidado com o paciente, que se torna o centro das atenções", afirmou.



A partir de agora, a Secretaria Estadual da Saúde vai constituir um grupo condutor para gerenciar e ampliar o projeto. Inicialmente, a promessa era de que a unidade de cuidados continuados fosse habilitada e custeada pelo Ministério da Saúde, o que em nove meses ainda não aconteceu.



Por conta desse subfinanciamento, o Estado vai repassar R$ 960 mil ao ano para auxiliar no pagamento de despesas com recursos humanos e materiais. O apoio garantirá o funcionamento do serviço até que o governo federal finalmente habilite a unidade. "Será uma grande ajuda, visto que somos um hospital filantrópico e enfrentamos grandes dificuldades neste período sem os repasses federais", contou o diretor administrativo do Hospital de Rebouças, Márcio José Gobor.



Nesta primeira fase, a unidade de Rebouças tem capacidade pra atender 15 pacientes. Com a ampliação, prevista para este ano, serão abertos mais 10 leitos e uma nova ala de fisioterapia, além de outros setores administrativos. O Governo do Estado investirá R$ 1,2 milhão na obra, cujo projeto já foi concluído.
Fonte: saude.pr.gov.br

Informação: Valor que chegou é apenas para pagamentos de profissionais médicos. 


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